domingo, 6 de abril de 2008

Só hoje... Amanhã já esqueci... Desculpe-me, mas sou mesmo assim...

Hoje fui dar uma volta em meu passado, visto que detesto fazer isso... Mas, hoje talvez tenha sido diferente... Ele me ligou, e disse que ainda me ama...

Me ama?

Depois de tanto tempo?

Depois de tantas coisas?

Desculpou-se de tudo o que ele acha que fez de errado, que está com saudades e que apesar da distância, sente-se bastante triste...

E eu?

Eu precisei novamente enfiar a minha cabeça em baixo de qualquer canto e dizer...

“Bem, o tempo cura tudo”!

Idiota?

A própria... Porque o tempo é ilusão... Mas senti-me uma, vamos dizer assim, uma filha da puta mesmo... No fundo, (e lá no fundo mesmo), eu não quero magoar ninguém e nem me fortalecer em outras pessoas... Contudo, se as pessoas se magoam, o que eu posso fazer?

Uma mistura de egoísmo e individualidade?

Talvez indiferença?

Não sei bem... O meu passado ficou lá... Num lugar perdido e que eu não tenho a mínima vontade de voltar... Nenhuma...

As pessoas passam pela vida da gente, a gente passa pela vida delas... E passa...

E eu vivo numa metamorfose... Quase ambulante, e eu disse quase, só quase...

Amigas me falam o todo que eu não vou ter para sempre vinte e sete anos, e que viver sozinha não é nada bom, isso e aquilo outro... Não sei se eu me preocupo com isso na maioria das vezes... Meu futuro já tem um herdeiro... Herdeiro de alguma coisa...

E o resto?

Eu simplesmente não sei... E não sei mesmo...

Perceber o que nos faz melhor é muito mais profundo...

E por favor! Não me ame não... Existem muitas pessoas especiais e o que passou já era... Não continue preso ao passado, nem ao nosso... Eu quero você livre... Não há nada a perder, não há nada a ganhar... Não há nada só bom, nem ninguém é só mal... Posto isso, acho que podemos ser amigos...

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