domingo, 20 de abril de 2008

●Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio•


●Ela acreditava em anjo e,

porque acreditava, eles existiam.●
Clarice Lispector

●Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem


●E se me achar esquisita,

respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.●

●Renda-se, como eu me rendi.

Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.●

●Tenho várias caras.

Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.●


Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.

Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.


●Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado:

pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.●

●Sou como você me vê.

Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.●

●Com todo perdão da palavra, eu sou um misterio para mim.&


●Porque há o direito ao grito

então eu grito.●

●A beleza ideal está na simplicidade.●


Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica:

fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.

●A estupidez é a única coisa que dá uma idéia do infinito.


Já que se há de escrever,

que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

●Devemos amar o que é antigo, se o merecer,

mas viver para o novo.●







terça-feira, 15 de abril de 2008

Não consigo mais...

De que vale adiar algo que sabemos que vai acabar por acontecer? O que interessa gostar assim tanto se sabemos que nada teremos de volta? Posso bem guardar a imagem...lembrar os momentos, chorar até não poder mais...como agora...mas nada do que diga ou sinta vai mudar seja o que for...sejamos espertos...escolhamos a distância para curar a alma...já não consigo mais...cada dia que passar agora vai abrir mais e mais a ferida que sinto cá dentro...
Agarro-me a ditados antigos, a frases que lemos aqui e ali...só a distância ajuda, só o tempo cura...que assim seja...que venha a distância e que o tempo passe a correr...porque eu já não aguento mais este coração que parece que vai explodir a qualquer momento...
Parti...porque me deixas-te...obrigada...

UM Dia


Não...eu não desisto...enquanto achar que no mundo existem sonhos para acontecerem...enquanto acreditar que vou ter os momentos que imagino ao lado de quem vou gostar...para querer ficar...para sempre...sim...para sempre porque continuo a acreditar nisso...a querer acreditar...
Os filmes cortados...as fotografias a preto e branco que vou pregar nas paredes da casa que guardam os nossos segredos e que presenciam os nossos sonos...o dormir agarrada sem medo que vás embora...porque queres ficar por ti...posso perguntar por onde andarás agora...porque não apareces agora que preciso tanto de ti...
Vou saber que és tu quando agarrares a minha mão na sala escura do cinema, porque me sentes emocionada numa cena lamechas do filme romântico que eu escolhi para vermos, quando me sussurrares ao ouvido bem baixinho que estás com vontade de mim, ignorando que estamos numa fila de caixa de hipermercado, fazendo com que o rubor me suba ao rosto a imaginar o que aí vem. Vou saber que és tu pelo sorriso através do vidro do carro enquanto pões gasolina, por te apanhar a olhar para mim enquanto distraída faço qualquer coisa, por receber um beijo num momento qualquer só porque te apeteceu, por chegar por trás de ti e te abraçar com força. Vou saber que és tu pelo telefonema a horas tardias, só para dizeres que precisavas de ouvir a minha voz antes de adormeceres, por apareceres de surpresa quando menos te esperava. Vou saber que és tu pela minha vontade de te sentir sempre por perto e me sentir vaidosa por te ter ao meu lado, por gritar aos quatro ventos que estou apaixonada. Vou sentir que és tu pelo sorriso que não consigo perder...
Quem serás tu? Poderei eu mostrar-te um dia quem sou eu?

o amanhã

Quantos de nós não gostariamos de saber o que o amanhã nos reserva, que decisões tomar sem correr o risco de nos arrependermos logo a seguir...quem não gostaria de saber se as decisões que tomam num determinado momento são as melhores...porque a verdade é que nunca conseguimos voltar atrás...podemos sim retomar um caminho que deixamos para trás num determinado ponto...mas a verdade é que houve uma pequena parte do trilho que foi irremidiavelmente perdida...certo e errado...errado e certo...parece-me que está certo mas ao mesmo tempo gostaria de estar errada...escolho e olho para trás...foi a minha decisão...talvez saiba se foi o caminho acertado...talvez siga por ele e nunca consiga obter uma boa resposta ás minhas dúvidas de hoje...

Sinto...

Sinto...

Sabes...doí-me aqui dentro...sim eu sei que já o tinha dito mais vezes. Também sei que disse não sei quantas outras que iria mudar tudo..mas ainda não fui capaz...é como se estivesse á espera de um milagre, uma mudança, um tiro de sorte...a escolha dos números certos...um desvio do rumo dos ventos...
Sim...doí-me aqui dentro...bem sei que não é nenhum orgão especifico...mas a dor ás vezes trava-me a respiração, domina-me os pensamentos...é uma especie de aperto...como se fosse um aviso que a tristeza aí vem...e depois ela chega e fica por uns tempos...nunca a consigo mandar embora..vai ficando e só saí quando tem vontade...
Ás vezes penso que nem sabes o que me fazes, outras acho que sim e que talvez sintas o poder de o fazer...ás vezes acho que gostas de mim, quando me ligas ao final do dia...outras acho que nem te lembras de mim e me dás dias de silêncio...
Depois é o meu grito da revolta e tento 'desaparecer' da tua vida...mas só o consigo fazer por uns dias...acabo sempre por te deixar ver-me num dia qualquer...
Hoje doí-me aqui dentro...não...não vou chorar...mas doí-me aqui dentro como se me tivessem tirado qualquer coisa e deixado apenas um vazio...já não gosto de amar...tenho medo de amar...e depois...tu aí...imagino...imagino-te....e isso deixa-me ainda pior...não quero imaginar nada...mas cá dentro estou a sentir....por isso me doí...porque sei...porque sei...
E depois se tu soubesses os rasgões que me provocas...as dores e as derrotas...vais...vais...tornas-te de repente num filme que passa demasiado depressa ao qual mal tenho tempo de ler as legendas...vais isto...vais aquilo....e um dia sem dar conta verei a tua história com outros personagens...eu sei que vai ser assim...eu sei...mas mesmo depois de tudo isso, continuo a sentir aqui dentro esta estupida dor que mal me deixa respirar e me lembra da tristeza que me virá visitar nestes próximos tempos...

descrever a alma

Desejar que as coisas aconteçam de determinada maneira. Continuar à espera de uma surpresa quando já sabemos que esse momento passou. Acreditar que ainda existem pessoas românticas e que se fazem ainda declarações de amor. Esperar uma carta que não chega. Descobrir uma selecção de músicas com o nosso nome escrito no cd. Receber um vaso com um cacto. Encontrar um bilhete a dizer que vamos começar a partir daquele instante. Apaixonar-me por uns lábios, uns olhos, uma voz. Descobrir que ainda existe quem consiga descrever a alma. Concluir que a sinceridade existe e que não é só uma palavra que todos tendem a usar sem saber o que é.

Agradeço...

Agradeço...

Desde o inicio que sabia que não devia confiar em ti...que não eras flor que se cheira-se...possivelmente nem eu o sou...mas não vou falar de mim agora, irei falar de ti, porque é de ti que me apeteçe falar...
Apareceste na minha vida assim do nada...de mansinho...claro que tenho de admitir que fui eu que te deixei entrar...e isso aconteceu numa altura em que baixei guardas e me sentia frágil...possivelmente é apenas uma desculpa...mas foi o que aconteceu...
Também nunca me passou pela cabeça que estavas só comigo...era o que gostava que tivesse acontecido, mas não foi...na verdade nunca me preocupei muito com isso, gostava era de te provocar e fazer perceber que morria de ciúmes...daí as frases estupidas com que me brindaste algumas vezes...coitado...tens de perceber que apesar de gostar de ti...não de uma maneira doentia ou possessiva, não me importava pensar que poderia simplesmente deixar de te ver. Desaparecer...o que sinto agora é um misto de alivio com raiva por ter deixado que tu tomasses rédea da situação e teres sido tu a meter um fim á coisa...desapareceres tu...
Acho mesmo que no fundo te agradeço por isso...mas ao mesmo tempo a curiosidade de saber o porquê...porque te quizeste aproximar se sabias que ia ter um fim? Apenas uma última vez...porque o quizeste...depois simplesmente deixaste de aparecer...deverias ter-me avisado...ainda esperei uns tempos por ti...tenho raiva por o ter feito...mas fiz...
De alguma maneira esperei por um pedido de desculpas, uma aproximação...qualquer coisa que mostrasse algum arrependimento da tua parte, mas nada...o teu silêncio continuou a ser a tua resposta...e o meu silêncio a minha pergunta...
Curiosidade...tantas vezes brincaste comigo por o ser...curiosa...procuro aqui e ali...não propositadamente mas porque estou por lá...nem certezas tenho...poderás andar por lá ou não...touché...passo por ti e vejo que também passaste por ali...recolho comentários...a conclusão é a mais negativa possivel...
...és doente...sabias?